sexta-feira, 10 de junho de 2022

OS SANTOS CATÓLICOS NA VISÃO ESPÍRITA



Todos nós brasileiros de certa forma já ouvimos falar nos santos. Nosso calendário segue o cristianismo. Temos nele feriados, datas e festividades aos santos. E quem foram eles? Qual é a importância deles na sociedade? Qual é o papel deles no mundo espiritual?
Eles foram espíritos como nós, mas se destacaram e ficaram famosos pelos seus feitos. Uns carregavam as marcas de crucificação do Cristo, outros abriram mão de uma vida de paixões e luxo para se tornarem mais humildes e se levar o nome de Jesus adiante. Outros foram levados ao altar por lutar (ir para a guerra) a fim de que o cristianismo não se enfraquecesse. Pense comigo: Vamos usar como exemplo, um santo muito popular que é São Jorge. Ele nasceu na atual Turquia e se formou no exército da Capadócia. Jorge foi casado, tinha família, e era um homem assim como nós. Sua missão seria vir na terra para defender e lutar pelo seu povo que tinha medo de falar que seguia ao Cristo. Sendo assim, reuniu um exército para defender, não para atacar. Portanto que os livros e biografias falam que Jorge apenas defendeu os cristãos no Império de Diocleciano. Mas foi pego e decapitado.
Esse ato de fé, naquela época serviria como exemplo para os homens. Sendo assim, puseram-no no altar, canonizando-o para que os homens se espelhassem nele.
Sabemos e temos a compreensão de que o mundo teve a necessidade das guerras, dos vultos luminosos, das renúncias e até mesmo dos martírios. Pois “Não há folha sequer que caia sem a permissão de Deus”.
Ele desencarnou há mais de mil anos. E será que ele não teria mais reencarnado na terra?
Claro que sim. Sob a visão da Doutrina espírita, claro que ele pode ou deve ter reencarnado. Assim como outros santos. Não que tenham reencarnado neste planeta, pois nós espíritas acreditamos que poderiam reencarnar em outros planetas também. Eles certamente tiveram essa missão. Vieram na terra para lutar para que o nome e os ensinamentos do Cristo não fossem extinto (o que não aconteceria, por isso vieram para terra).
Assim aconteceu com vários Mártires, como outro santo muito popular que é São Sebastião.
E as orações que são feitas a eles são atendidas? Por quem?
Claro que são atendidas, assim como são atendidas as orações feitas a Deus, aos médicos espirituais, entre outros espíritos. São atendidos por espíritos amigos. Muitos trabalham dessa forma. Pois o espírito pode se plasmar da maneira que achar melhor. Na forma mais feliz. Isso quando se trata de um espírito mais evoluído.
A Vida de Francisco de Assis, foi uma escolha dele seguir ao cristo renunciando todas as coisas mundanas que o atrasava. Ele com certeza deve se sentir muito feliz se plasmando dessa forma. Pode sim ter reencarnado e pode reencarnar quantas vezes achar necessário. Muitos representantes da Igreja que ao desencarnar continuam a trabalhar com os santos ouvindo as orações e preces.
A nossa doutrina nos ensina que a dor, o sofrimento, ainda se faz necessário. É um modo de aprendermos a corrigir os erros do nosso passado e muitas vezes exigimos que os espíritos trabalhem em nosso benefício. Eles observam orações por orações e ajudam sim, mas se for contra as leis de aprimoramento do ser, eles não irão atender, pois seria ir contra as leis de Deus: a lei de ação e reação.
Representar esses espíritos por imagens. O que o espiritismo diz?
A Representação desses espíritos por imagens, vem também da Igreja católica. Os santos por serem espíritos esclarecidos, bondosos, que deram testemunho de que são acima da matéria, não ficam presos a representações nem a imagens.
Vamos lembrar que nenhum objeto tem força por si só. O que tem força é o seu pensamento. E se você acreditar que aquela imagem irá te ajudar irá registrar em sua mente que aquilo irá te salvar. Sendo assim, a cura, a bênção e o milagre virão, mas não pela imagem, e sim pela sua força mental. Uma pessoa ao olhar para a imagem de Jesus, ela toma um respeito pela imagem e pelo nome dele. Quando ela entra em um lugar que tenha a imagem de um santo, ela vai se policiar para não xingar, não falar coisas indevidas, não dispersar o assunto, não pensar em coisas que não são vinculadas a fé.
Existem Espíritos nas Igrejas?
Claro que tem espíritos nas igrejas. Lembre que Jesus disse: onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome eu me farei presente.
Muitos católicos quando vão as missas rezam, pensam em coisas boas, tentam se auto melhorar. E como tal os espíritos se fazem presente. Aliás, em qualquer lugar onde houver pessoas os espíritos estão.
Os espíritos vão às igrejas, abençoam as hóstias, dão passes naqueles que estão em sintonia com o bem. Por isso muitos se sentem bem indo a missas. Além disso, muitos buscam as igrejas para fazerem missas, corrente de orações a familiares e amigos falecidos. É claro que tem espíritos com grau de evolução baixo, que necessita de ver e sentir o calor das vozes em oração a ele. E é claro que esse espírito se sente melhor com tantas preces feitas com o coração.
Os Espíritos, assim como todos nós podemos e devemos nos santificar, através de uma boa conduta, da perseverança na fé, em levar consolo e amor a todos que necessitam. Sem esperar ser santificado ou beatificado por qualquer pessoa encarnada. Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, não foi santificado (certamente porque era espírita), mas seguiu ao Cristo, trabalhando no bem e em nome da caridade e da humildade. Outro exemplo é o querido Chico Xavier, não foi aureolado por mãos humanas, e sim se auto iluminou, atingindo um nível de evolução altíssimo.
É BOM LEMBRAR
Assim como Emmanuel mentor de Chico usava roupas romanas, porque se sentia bem. O espírito de um Papa pode usar roupas sacerdotais. Assim como Joanna de Ângelis se plasma como freira.
Vamos lembrar que, Chico Xavier em sua Humildade, tinha imagens de santos. Não que ele as cultuava e adorava mas ele respeitava e gostava muito. Inclusive tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Abadia (padroeira da cidade de Uberaba-MG).
Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, dizia que tudo o que ele fazia era em nome de Nossa Senhora.
A Doutrina Espírita não usa imagens, mas não condena aqueles que usam. Um bom espírita não condena, apenas auxilia quando solicitado.
EXTRAÍDO DO GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER

Os problemas são desafios para homem.


Toda pessoa que pensa, enfrenta problemas, porquanto a vida no corpo transcorre sob a ação de variadas situações difíceis.

Aprende a conviver com eles tentando resolvê-los, quando possível, sozinho. Se não o conseguires, busca a experiência de outrem e luta até solucioná-los no momento próprio.
Não os transfiras para os outros, que também os têm, não o demonstrem.”
Joanna de Ângelis
Divaldo P Franco
Vida Feliz

Eficácia da prece


Tudo quanto pedirdes pela prece, crede que obtereis e que vos será concedido. (Marcos, cap. XI, 24.)

Há pessoas que contestam a eficácia da prece, fundadas em que, conhecendo Deus as nossas necessidades, é supérfluo que lhas exponhamos. Acrescentam que, encadeando-se todo o Universo por meio de leis eternas, não podem os nossos votos alterar os decretos de Deus.
Sem dúvida alguma, existem leis naturais e imutáveis, que Deus não derrogaria conforme o capricho de cada um; mas daí a se crer que todas as circunstâncias da vida são submetidas à fatalidade vai grande distância. Se assim fora, o homem não seria mais que um instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa, hipótese em que só lhe restaria curvar a cabeça sob o peso de todos os acontecimentos, sem buscar evitá-los, sem procurar desviar-lhes os golpes. Se Deus lhe concedeu raciocínio e inteligência, foi para que deles se servisse, assim como lhe deu a vontade para querer, a atividade para ser posta em ação. O homem, pela liberdade que tem de agir em outro sentido, é que faz com que seus atos lhe tragam para si e para outrem conseqüências derivadas do que ele praticou ou deixou de praticar. Da sua iniciativa se originam acontecimentos que escapam forçosamente à fatalidade e que nem por isso destroem a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o adiantamento ou o atraso do ponteiro de um relógio não derroga a lei do movimento a que está sujeito o mecanismo.
Assim, Deus pode aceder a certos pedidos sem infirmar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, dependendo sempre isso do assentimento de sua vontade.
Seria ilógico concluir desta máxima: «Tudo quanto pedirdes pela prece vos será concedido», que baste pedir para obter; como injusto fora acusar a Providência por não anuir a todos os pedidos que lhe são feitos, porquanto, melhor que nós, ela sabe o de que necessitamos. Dessa maneira é que procede o pai prudente: recusa ao filho o que seja contrário ao interesse deste. Em geral, o homem só vê o presente. Ora, se o sofrimento é útil à sua felicidade futura, claro está que Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra numa operação que lhe trará a cura.
O que Deus poderá conceder, se confiante o homem lha suplicar, é a coragem. Na paciência e na resignação, igualmente encontra ele meios de escapar aos embaraços, pelo auxílio das idéias que os bons Espíritos lhe sugerem, deixando-lhe, porém, o mérito da ação. Deus assiste os que se ajudam a si mesmos, confirmando esta máxima: «Ajuda-te e o céu te ajudará.» Não auxilia os que tudo esperam do socorro estranho, sem usar das próprias faculdades, sem nada fazer, preferindo a maior parte das vezes ser socorrido por milagre.
Exemplifiquemos: Um homem se extraviou no deserto. Sofreu horrível sede, sente-se desfalecer, deixa-se cair no chão, e pede a Deus assistência. Espera, mas nenhum anjo lhe vem trazer água. Todavia, um bom Espírito lhe sugere a idéia de se levantar e seguir um dos atalhos que vê diante de si. Por movimento maquinal, reunindo todas as forças, levanta-se e caminha ao acaso. Chegando a uma proeminência, descobre ao longe um regato, e, ao vê-lo, recobra a coragem. Ora, se ele tiver fé, exclamará: «Obrigado, meu Deus, pela idéia que me inspiraste e pela força que me deste.» Se não tiver fé, exclamará: Que boa idéia tive eu! Que fortuna em preferir o atalho da direita ao da esquerda; realmente o acaso nos auxilia muitas vezes! Como me felicito pela minha coragem e por me não haver deixado desanimar!
Mas, perguntarão, por que não lhe disse claramente o bom Espírito: Segue este atalho e ao fim encontrarás o que precisas? Por que não se mostrou para guiá-lo e erguê-lo do abatimento? Por esse modo o convenceria da intervenção providencial.
Tal não se deu, primeiro, para que ele aprendesse ser preciso ao homem auxiliar-se a si mesmo, fazer uso das próprias forças; segundo, para, deixando-o na incerteza, despertar-lhe a fé. Deus põe em prova a confiança nele depositada e a submissão à sua vontade.
Aquele homem se achava na situação de uma criança que cai e, se percebe alguém, grita e espera que esse alguém venha levantá-la. Se, porém, não vê ninguém, faz esforços e ergue-se sozinha.
Se o anjo que acompanhou Tobias lhe houvera dito: «Sou enviado de Deus para te guiar na tua viagem e preservar-te dos perigos», Tobias não teria tido mérito algum. Confiando no companheiro, nem precisaria pensar; por isso, o anjo só se deu a conhecer quando ele regressou.
Uma explanação evangélica, feita de modo completo, sobre as teses que fundamentam as preces, será encontrada em O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, editado pela FEB

A Causa do Mal


Allan Kardec - O Evangelho segundo o Espiritismo > Capítulo XXVIII

Vejamos as explicações de Kardec - Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. EM NÓS MESMOS ESTÁ A CAUSA PRIMÁRIA DO MAL E OS MAUS ESPÍRITOS SE APROVEITAM DOS NOSSOS PENDORES VICIOSOS, PARA NOS TENTAREM AO MAL, sendo que cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes contra os seres mais evoluídos.
É inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renúncia ao mal. CONTRA NÓS MESMOS, POIS, É QUE PRECISAMOS DIRIGIR OS NOSSOS ESFORÇOS E, SE O FIZERMOS, OS MAUS ESPÍRITOS NATURALMENTE SE AFASTARÃO, PORQUANTO O MAL É QUE OS ATRAI, AO PASSO QUE O BEM OS REPELE.
O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar. SOMOS NÓS MESMOS QUE CRIAMOS O MAL, INFRINGINDO AS TUAS LEIS E FAZENDO MAU USO DA LIBERDADE QUE NOS OUTORGASTE.
Quando os homens cumprirem as leis de Deus, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o nosso.
Comentários - O BEM é tudo o que é conforme à lei de Deus, e o MAL é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringir essa lei.”O Mal é a plena ausência do bem e com a evolução do ser ele passa a inexistir.

Alzheimer segundo o Espiritismo.



Conheça o Alzheimer segundo o Espiritismo e saiba a história dessa doença :
Foi numa segunda feira, 25 de novembro de 1901. Auguste Deter, uma senhora de 51 anos internou-se no Hospital de Lunáticos e Epiléticos de Frankfurt na Alemanha sob os cuidados dor Dr. Alois Alzheimer.
Protestante reformada, casada com um administrador de ferrovias e mãe de uma filha. August D. apresentava o quadro de perda de memória, desorientação e alucinações iniciado há seis meses.
Os sintomas primários resumiam-se à crises de ciúmes excessivas do marido. Posteriormente verificou-se sinais de amnésia progressiva. Auguste D. não encontrava o caminho para voltar para casa e se perdia nas ruas do bairro; carregava consigo alguns de seus pertences e os escondiam em locais inapropriados; invariavelmente acreditava que estava sendo perseguida e as vezes gritava imaginando que alguém queria matá-la.
Em pouco tempo, o estado de demência evoluiu significativamente. Na fase final da doença a paciente encontrava-se acamada e totalmente dependente dos cuidados de enfermagem. Não falava, estava desorientada em tempo e espaço, seus membros se atrofiaram e por permanecer restrita ao leito apareceram as úlceras de pressão. Logo passou a apresentar incontinência urinária e fecal e sua imunidade se deprimiu abrindo espaço para doenças oportunistas. Após 5 anos de internação, a paciente do Dr. Alzheimer faleceu.
Na necropsia, Alois Alzheimer teve a oportunidade de analisar o tecido nervoso de Auguste Deter. Logo foi possível constatar uma atrofia significativa no córtex cerebral, com formação de placas senis e emaranhados neurofibrilares. O neurocientista percebeu que estava diante de uma nova descoberta.
Foi então que Alzheimer elaborou cuidadosamente um artigo científico e o apresentou no 37° Congresso de Psiquiatria do Sudeste da Alemanha (South – West – German Society of Alienists) realizado no ano de 1906, com o título: “Uma Doença Peculiar dos Neurônios do Córtex Cerebral”. A doença que até então era desconhecida, mais tarde recebeu o nome do pesquisador que a descreveu, tornando-se conhecida como Doença de Alzheimer.
Alzheimer segundo o Espiritismo
Estaria o mal de Alzheimer segundo o Espiritismo, estar relacionado a delicados processos expiatórios, ou esta doença seria de origem puramente orgânica, sem qualquer relação com o espírito?
É importante ressaltar que o tema que estamos debatendo ainda requer estudo mais aprofundado por parte dos pesquisadores do campo da ciência e também do espiritismo. Ainda não há em nenhuma das vertentes, estudos conclusivos acerca da doença.
As elucidações espíritas baseiam-se principalmente nas pesquisas realizadas pela Associação Médico Espírita (AME). Não existem registros específicos atribuídos inteiramente a espiritualidade que possam descrever a doença. As fontes dos estudos espíritas se apoiam nas obras do espírito de André Luiz, pela psicografia do médium Chico Xavier. Alguns de seus livros tratam das influencias do espírito sobre a matéria e vice versa.
O Alzheimer segundo o Espiritismo pode ter origem em conflitos do espírito refletidos na matéria, o que a psicologia chama de somatização. No livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografado por Chico Xavier, André Luiz explica que:
“assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”.
Existem basicamente duas causas espirituais que podem estar atreladas ao desenvolvimento do Alzheimer. Vejamos:
Obsessão: Indivíduos envolvidos em processos obsessivos graves e por longos períodos podem sofrer consequências orgânicas. Geralmente elas são provenientes da emanação do pensamento doentio tanto do obsessor, quanto dele mesmo, imprimindo na matéria as consequências dessas vibrações.
Tal ocorrência poderia explicar a atrofia acentuada no encéfalo que é uma característica do Alzheimer. Lembramos que o cérebro é a sede do pensamento e por isso seria a estrutura material mais prejudicada pelas baixas vibrações espirituais.
Auto-obsessão: Esta parece ser a principal causa do Alzheimer atribuída à origens espirituais. Auto-obsessão é um processo nocivo desencadeado pelo próprio espírito. É muito comum nas pessoas com rigidez de caráter, introspectivas, egocêntricas e portadoras de sentimentos doentios como o desejo de vingança, o orgulho e a vaidade.
Invariavelmente o sentimento de culpa incutido inconscientemente no espírito e que as vezes se arrasta por várias reencarnações é o fator determinante. O espírito é chamado à ajustes com a própria consciência, necessitando de isolamento e esquecimento temporário de suas ações pretéritas.
Invariavelmente as pessoas com Alzheimer podem estar envolvidas nas duas situações acima, uma vez que o pensamento nocivo atrai espíritos do mesmo padrão vibratório que acabam por iniciar um processo de obsessão mútua, uma espécie de simbiose.
É evidente que este processo deve se arrastar por muito tempo até desencadear uma patologia física. É por esse motivo que o Alzheimer é tão comum na fase senil. Angústias e tormentos psíquicos que duram uma vida inteira, muitas vezes com origem em outras existências, sucumbirá no final da vida física traduzido em doenças diversas da matéria.
Independente da origem, a doença constitui grande oportunidade de aperfeiçoamento moral. Não somente para o paciente, mas também para todos aqueles que estão diretamente envolvidos com o processo do cuidar. Os familiares que estão novamente reunidos para resgatar débitos contraídos entre si enfrentam provações dolorosas com a doença, porém reparadoras.
Aquele que cuida hoje, certamente foi algoz no passado e necessita reajustar sua conduta ou até mesmo desenvolver sentimentos que ainda não possui. Para os cuidadores terceirizados, o ensejo é de exercitar a paciência, desenvolver a compaixão e o amor ao próximo, executando a missão escolhida por ele mesmo na espiritualidade.
Prevenção:
Não existem vacinas ou medicamentos para prevenção da doença. Acredita-se que a adoção de hábitos saudáveis principalmente relacionados a saúde mental podem diminuir a probabilidade do aparecimento do Alzheimer.
Pessoas com maiores níveis de escolaridade tem chances menores de desenvolver demência. Recomenda-se a prática da leitura, o exercício do raciocínio, o lazer e o estabelecimento de vínculos afetivos saudáveis. Qualquer atividade que mantenha as conexões neuronais ativas, contribuem para higiene mental.
Do ponto de vista espiritual, orienta-se a prática da caridade, o desenvolvimento do amor ao próximo, o exercício incansável do bem e o trabalho edificante como profilaxia para doenças do espírito. Retidão de caráter e elevação de pensamento, contribuem para o aperfeiçoamento do espírito e evita transtornos de todas as ordens. Não esqueçamos a recomendação do Cristo: “Orai e vigiai”..

OS SANTOS CATÓLICOS NA VISÃO ESPÍRITA

Todos nós brasileiros de certa forma já ouvimos falar nos santos. Nosso calendário segue o cristianismo. Temos nele feriados, datas e festiv...